‘Única participação que o governo federal teve foi com financiamento’, refuta Mauro
Fonte: Gazeta Digital, créditos da imagem: Chico Ferreira
O ex-governador Mauro Mendes (União) saiu em defesa do atual gestor, Otaviano Pivetta (Republicanos), acusado de “esconder” participação da União na obra da ferrovia estadual Senador Vicente Vuolo. Mauro disse que a única contribuição do governo federal foi com dinheiro, que é emprestado e será pago com juros. No evento de oficialização da sua pré-candidatura ao Senado, disse que não vai “ficar brigando” sobre autoria da obra. Na ocasião, Virginia Mendes (União) também confirmou sua pretensão à Câmara dos Deputados, mas não falou com a imprensa.
No sábado (20), foi inaugurada a primeira etapa da ferrovia, executada pela empresa Rumo Logística. Na ocasião, o presidente Lula (PT) esteve representado pelo seu vice, Geraldo Alckmin. Posteriormente, em entrevista, o senador e ex-ministro da atual gestão, Carlos Fávaro (PSD) disse que Pivetta estaria agindo com “pequenez” ao não dar o crédito devido ao governo federal pela obra.
“A única participação que o governo federal teve naquela ferrovia foi do financiamento. Mas isso é dinheiro emprestado do BNDES para o investidor. Vai ser pago com juros e correção monetária”, explicou o governador.
O ex-governador enfatizou que, embora o financiamento seja um componente importante, o modelo de concessão, editais e execução foram iniciativas exclusivas do Governo de Mato Grosso.
“Nós tivemos que peitar muita gente na época para fazer isso. Isso aconteceu na época do governo do então presidente Jair Messias Bolsonaro. Agora, não tem problema não, gente. O mérito é o seguinte: eu fico feliz é com a obra, é com o benefício da população”, declarou ao se esquivar de fomentar o mal-estar.
Apesar das discussões sobre a paternidade da obra, a gestão estadual adotou um tom pragmático sobre a divisão de créditos políticos, minimizando atritos com a atual gestão do presidente Lula. Para Mauro, o foco principal permanece na entrega da infraestrutura e nos benefícios logísticos e econômicos que o modal trará para a população e para o escoamento da produção regional.
“Eu não vou ficar brigando aí, porque a verdade todo mundo sabe. É igual a questão da 163. Quem foi lá e deu uma solução, foi o governo do Estado do Mato Grosso. Uma solução que o mercado não conseguiu dar, e o governo federal não conseguiu dar. Estava tudo pronto, quando o presidente Lula entrou, assinou o contrato lá e nem era para ele assinar, nem eu assino. Quem assina é a ANTT. Chefe do executivo não assina contrato com a ANTT. Eu nunca assinei aqui do Estado de Mato Grosso, disse.
Mauro afirmou que não há problema no conflito. “Eu acho que vale sim, todo mundo pode pegar um pedacinho de mérito aí, não tem problema nenhum”, completou.
Ferrovia
Com investimento de R$ 5 bilhões, o governo de Mato Grosso e a Rumo entregaram, neste sábado (20), o primeiro trecho, de 162 km, da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo, ligando Rondonópolis ao novo terminal da BR-070, em Dom Aquino (166 km ao Sul).
Quando finalizada, a maior ferrovia em execução no Brasil terá 740 km, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde (passando por 16 municípios) e com ramal para Cuiabá. No evento, marcado pela chegada de autoridades de locomotiva ao terminal, o governador Otaviano Pivetta celebrou o papel do Estado na atração de investimentos e no desenvolvimento econômico.

















