Para Gilmar Mendes, CPI comete ‘erro histórico’ por pedir indiciamento de ministros
Fonte: Gazeta Digital, créditos da imagem: João Vieira
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta terça-feira (14) que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado cometeu um “erro histórico” ao propor o indiciamento de integrantes da Corte. Durante a abertura da sessão da Segunda Turma, o decano classificou como “tacanha” a sugestão de indiciamento dele, dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por suposto envolvimento no caso do Banco Master.
“O pedido voltado ao indiciamento de ministros do Supremo, sem base legal, não constitui apenas um equívoco técnico, trata-se de um erro histórico”, declarou.
O ministro também acusou a CPI de promover vazamentos ilegais de documentos. Segundo ele, a divulgação seletiva de informações e a construção de narrativas sobre fatos ainda em apuração indicam a necessidade de análise crítica sobre a condução dos trabalhos.
Ainda pela manhã, o ministro se manifestou nas redes sociais e afirmou que o tribunal não aceitará “pressão midiática” ou tentativas de “emparedamento” do Judiciário. Ele disse ainda que reage a esse tipo de situação com enfrentamento.
Mais cedo, a Associação Nacional dos Procuradores da República também se posicionou sobre o pedido de indiciamento de Paulo Gonet. A entidade afirmou que as conclusões do relatório são “precipitadas e desprovidas de fundamento”.
Segundo a associação, não há omissão institucional e as investigações citadas seguem em andamento na Polícia Federal, com acompanhamento da Procuradoria-Geral da República para formação de entendimento sobre a existência ou não de irregularidades.

















